
Aos 6 anos, a criatividade das crianças é impressionante, uma pedra pouco brilhante se transforma na pedra filosofal do Harry Potter, a capa do Batman vira a própria capa do bruxinho, varinhas e outros acessórios surgem de onde menos esperamos.
Nesta fase, o interresse pelas brincadeiras dura em torno de uma hora, passado este período o interesse se esvai e como magia o bruxinho e seus amigos desaparecem. Agora, os armários, gavetas e caixas se abrem sem parar, a coleção de morfadores, armas, bonecos e roupas dos personagens são disputadas pelas crianças e logo surgem os Power Rangers. Neste momento, um pequeno conflito! Ouço o seguinte dialogo:
“Luiz aquele dia na sua casa, você escolheu o brinquedo, a cor do Power Rangers e tudo, mas hoje você está na minha casa e aqui eu posso escolher!”
O amigo resmunga um pouco, mas se conforma. Eu louca para intrometer me contenho, preciso estimular a independência do meu filhote. Sinceramente, em alguns momentos, tenho muitas dúvidas, estou mesmo trabalhando a independência ou deixando de educar? Neste episódio, percebi que foi bom ter ficado quieta, afinal, eles deram um jeitinho e resolveram o problema. Na verdade, se o fato tivesse acontecido há duas semanas eu teria entrado e dito “gente vamos resolver assim...”
Depois de uma tarde repleta de brincadeiras, ao anoitecer a casa está uma zona, brinquedos espalhados por todos os lados. É hora de arrumar a bagunça. Tá bom! Confesso que dá uma preguiça, mas ao lembrar dos olhos do João brilhando de alegria fico tão feliz que num passe de mágica arrumo tudo e fico ansiosa por outro dia repleto de alegria.