domingo, 7 de dezembro de 2014

segunda-feira, 2 de junho de 2008

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Um mês

Ela já fez um mês, em casa tudo é alegria e paz.

Preciso confessar, tinha um medo enorme do primeiro mês, imaginava as noites sem dormir, cólicas, choro, fraldas e muito cansaço. Mas que nada! Estou descansada e tranqüila, desconfio que não trouxe um bebê para casa, mas sim um anjinho.

Quase todas as noites ela dorme por mais de 6 horas e eu também.
Ela chora pouco, eu também.
Ela está bem calminha, eu também.
Ela tem se alimentado muito bem, eu também - A Pafúncia que me perdoe.
Ela começou a esboçar um lindo sorriso, eu não! Fico tão emocionada que não consigo conter as lágrimas.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Laurinha

Como não poderia deixar de ser meu querido sogro escreveu também sobre o nascimento da Laurinha. Dia destes, consegui convencê-lo a reativar seu blog http://www.pcpadua.blogspot.com/

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Segunda-feira, 10 de dezembro de 2007.

Doxa e eu estamos no apartamento do meu filho Ricardo e da Eliane para um acontecimento muito importante.

Amanhece na Rua da Bahia vazia, sem o movimento de veículos e pessoas.

Na ponta dos pés, qual alma penada, desloco-me para a sacada e vislumbro ao longe as luzes da cidade de Belo Horizonte, particularmente feéricas neste período que dedicamos às comemorações natalinas.

Eliane, incansável desde a véspera quando chegamos, querendo mesmo ir ver a iluminação da Praça da Liberdade logo está de pé acertando os últimos detalhes.

Sem que me veja volto ao quarto tomado pela ansiedade que me faz ter vontade de roer as unhas como fazia anos atrás.

Luzes se acendem, Ricardo põe-se de pé, conversam baixinho principalmente para não acordar João Gabriel, que dorme o sono dos justos.

Ricardo e Eliane finalmente saem sem fazer alarde.

Volto para o meu posto de observação e vejo que numa das quadras de peteca do Minas Tênis Clube quatro homens jogam bravamente.

Doxa acorda e diz que devem ser executivos que logo estarão nos seus escritórios.

O celular toca, Doxa atende e Ricardo lhe comunica que nossa netinha, Laura, nasceu como previsto às seis e meia da manhã, no Hospital Mater Dei. E que ela e a mãe, passam muito bem.

Pessoas que não me conhecem me acham um sujeito desligado. Mentira! Puro fingimento!

Esta excelente notícia me faz retornar a normalidade. Vai-se a lembrança das noites mal dormidas, na espera de Laura, que chegava antes de uma gravidez levada a termo...

Laura era uma luz que acabava de chegar, dezesseis dias antes do Natal.

Depois a dificuldade de conseguir acordar João Gabriel e fazê-lo abandonar o computador, tomar café e vestir-se para irmos ver Laura, Eliane e Ricardo. Puxa! Que canseira...

Enquanto rumamos para o Hospital Mater Dei, penso na necessidade urgente de inventar brincadeiras para mocinhas, eu que tive o Rodrigo e o Ricardo, depois meu neto João Gabriel e agora tenho a Julia, filha do Rodrigo e da Mary e a Laura...

Na tevê do apartamento vemos Laura pela primeira vez, no berçário. Nasceu com quase dois quilos e quatrocentos gramos e quarenta e cinco centímetros. Um show!!!

Mais tarde vamos vê-la bem mais de pertinho, apesar dos vidros que atrapalham muito.

Tiro fotos horrorosas, cheias de reflexos, e fico admirado com a facilidade que outras pessoas têm para achar Laura parecida com o João Gabriel. Para mim recém nascidos se parecem com recém nascidos, nada mais...

Graças à conversa da Doxa, somos completamente desinfetados e autorizados a ver Laura no colo da mãe Eliane.

Já não usa respirador e vão lhe tirar a sonda nasogástrica...

Amigas de Eliane que tiveram acesso num blog a uma crônica que escrevi quando João Gabriel nasceu me perguntam quando farei o mesmo sobre Laura.

Fico pensando que a luta de João Gabriel pela sobrevivência foi uma verdadeira epopéia familiar e que o nascimento de Laura se parece com as águas calmas de um rio a correr...

De tudo o que acontece o que me causa mais admiração é a calma da Eliane e o quanto meu filho Ricardo amadureceu nestes anos todos.

Reconheço de pronto minha quase falência como pai, progenitor de meia tigela e prometo ser melhor avô desta turminha, que como diz um amigo muito simples, são sementinhas da gente levadas para o Infinito...

Alguns me perguntam o porquê do nome Laura. Intuitivamente Doxa descobre ancestrais com os nomes de Julia e Laura.

Da minha parte sempre ouvi Eliane e Ricardo dizerem que gostariam de ter uma menina que se chamaria Laura.

Pesquiso o significado do nome Laura e descubro que é coroa de louros, o que significa "vitória".

A primeira vitória Laura já conseguiu...

Boas-vindas e um Feliz Natal para Laura, João Gabriel, Eliane e Ricardo.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Laura

Você é assim,
Um sonho pra mim,
Quero te encher de beijos.
Eu penso em você,
Desde o amanhecer,
Até quando eu me deito.
Eu gosto de você,
E gosto de ficar com você.
Meu riso é tão feliz contigo.
O meu melhor amigo é o meu amor

Vou escrever um post especial sobre o nascimento da minha Laurinha, ainda falta tempo, mas através das fotos vocês podem imaginar minha felicidade.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Nascimento do João

Há dias reli a crônica que meu querido sogro escreveu sobre o nascimento do João e resolvi postá-la aqui.
Detalhe: no lugar da fralda meu pequeno usava máscara cirúrgica

Aquele abraço, João Gabriel

Logo eu, que já havia superado estas digressões, ando encasquetado com o sentido da vida, hoje. Provavelmente o gatilho que disparou toda esta ansiedade tenha sido a noticia de que o clã familiar logo teria mais um membro. O dia que fiquei sabendo da vinda de um netinho, fui para o computador e enviei um email para meu filho Ricardo, dizendo que quem vem, seja bem-vindo. Logo pensei em lhe dar um presente e num átimo decidi o que seria. É o mesmo presente que acredito ter comprado em Brasília, quando Doxa estava grávida do Rodrigo, nosso primogênito. Um patinho de corda, musical, que a gente dependura no berço. Sempre achei que o netinho representaria mais um elo na perpetuação de nossa família. Que tivesse um pouquinho, pelo menos, das coisas boas que fazem parte do corpo físico e espiritual, meu e da sua avó, e de todos que nos antecederam. Uma esperança imensa, que chega a ser certeza, de que possamos sempre nos relacionar muito bem, em todos os momentos de sua vida e nos meus. Acreditamos que agora, mais maduros, sua avó e eu possamos ser importantes no seu desenvolvimento e crescimento, tanto físico quanto espiritual. E uma certeza que sua vida será uma benção para todos nós em todos os instantes. Logo estaremos andando junto pelos caminhos da vida. Saiba que você, netinho foi uma grande notícia para mim.

Os rabiscos acima foram escritos em 6 de outubro. João Gabriel nasceu prematuramente em 5 de março, em uma situação delicada. Na sua pressa de vir a este mundinho, na luta pela sobrevivência, viu-se à mercê de uma parafernália de equipamento modernos, equipe médica vigilante e preocupação, beirando ao estresse dos pais. Os médicos afirmavam que lhe forneciam os meios para sustentação da vida, mas que cada etapa dependia de seu próprio esforço, a maior parte do tempo só, navegante solitário procurando seu porto. Momentos incríveis, dos aprendizados do simples, mas importante, ato de respirar até o banal sugar que é o inicio da alimentação. Frágil, indefeso, astronautinha perdido num planeta hostil, anjinho caído do céu, vencendo todas as barreiras que foram surgindo. Hoje 16 de abril, enquanto escrevo, sei que já se mudou definitivamente para sua casa, aqui neste Planeta Azul, e está muito bem. Venceu sua primeira e mais importante batalha, das muitas que ainda enfrentará. Todos nós, que torcíamos por ele, agradecemos a Deus, a equipe médica do Mater Dei, em Belo Horizonte e ao desvelo do pais Ricardo e Eliane.

Mas, qual o sentido da vida hoje? Melhor do que filosofar é procurar entender as palavras que Meimei nos propicia através da mediunidade de Chico Xavier: Dizes que sou o futuro / Não me desampare no presente / Dizes que sou a esperança da paz / Não me induzas à guerra / Dizes que sou a promessa do bem / Não me confies ao mal / Dizes que sou a luz dos teus olhos. / Não me abandone às trevas / Não espero somente teu pão / Dá-me a luz do entendimento / Não desejo tão só a festa do teu carinho / Suplico-te que com amor me eduques / Não te rogo apenas brinquedos / Peço-te bons exemplos e boas palavras / Não sou simples ornamento do teu carinho / Sou alguém que te bate à porta em nome de Deus / Ensina-me o trabalho e a humildade / O devotamento e o perdão / Compadece-te de mim e orienta-me para que seja bom e justo / Corrija-me enquanto é tempo, ainda que eu sofra / Ajude-me hoje para que amanhã eu não te faça chorar.”.

Este o real sentindo de nossas vidas, hoje. Aquele abraço, João Gabriel.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Rapidinhas, mas nem tanto!


Quartinho da Laura
O quarto está quase pronto, simples mas bonitinho. Pela experiência com o João, super alérgico, não comprei bichinhos de pelúcia, optei por bonequinhos de plástico para não correr riscos com a Laurinha.

Trabalho
Há oito meses voltei a ativa, fiquei muito feliz no dia em que peguei um trabalho, mas ontem fiquei mais feliz ainda quando consegui concluí-lo.
Fiquei aliviada com a entrega, eu não sabia que era tão perturbador trabalhar em casa. Ao ler um livro, assistir um filme, brincar com o filhote, deitar, ou seja, há todo momento piscava a mensagem “há trabalho para ser concluído”. Agora, nem acredito que posso fazer o que eu quiser sem pensar “há trabalho esperando”.

Chá de Bebê da Laura
No final de semana descobri que minhas queridíssimas amigas motherns preparavam o chá de bebê da Laurinha, fiquei muito emocionada e feliz.
A Dê cedeu a casa e foi uma anfitriã nota 1000, a Káthia ajudou nos preparativos, a Nalu, Adri, Letícia, Meg e Fefê completaram a alegria. Cada uma levou presentinhos e petiscos, estava tudo muito gostoso. Foi uma tarde deliciosa, eu, o João, o Ric e a Laurinha, agradecemos mais uma vez o carinho e atenção de vocês.

Consulta
A cada consulta fico mais fã do Dr. Henrique Vitor Leite. Tirando a fofa da Dr Rosilu, não conheço médico tão competente, humano e preocupado com o paciente.
Ontem eu liguei por causa do meu inchaço e ele adiantou a consulta, logicamente, a contragosto das secretárias mal humoradas que insistiam em dizer que não havia como me encaixar.
No meio da consulta ele disse “Eu digo para os meus alunos, eu sou especialista em eclampsia, mas ninguém conhece mais a paciente que ela mesma, se a paciente percebe algo diferente eu preciso dar crédito a informação e atendê-la”.
Estou com 34 semanas e ontem ficou constatado que realmente estamos na reta final, ele pediu um ultra que vou fazer no sábado e se a Laurinha não estiver desenvolvendo bem ele marca a data do parto, se estiver tudo ok com ela eu preciso observar minha pressão, inchaço, urina, etc.
Preciso ficar bem atenta a qualquer alteração e por isto resolvi copiar a Dê “a mãe medidas” assimvou medir todos os dias a circunferência dos pés e das mãos, a pressão e quantidade de urina.
Esstou muito feliz por ter chegado até aqui, tenho muita fé em Deus e sei que tudo dará certo.